quarta-feira, 29 de setembro de 2010

AM4 - Agência Interativa Full Service



               Na última quarta-feira, dia 22 de setembro de 2010, recebemos na ESPM durante a aula de Abordagens Contemporâneas da Comunicação Mercadológica o diretor da agência AM4, Marcos A. Carvalho.

Carvalho, formado em administração e com pós em marketing, relatou que ideia de iniciar a AM4 surgiu de um insight provocado por uma estudante durante uma palestra. Desde então, agência atua há 11 anos no mercado tendo sua sede no Rio de Janeiro e um escritório em São Paulo.


A AM4 é uma agência interativa full service que utiliza a inteligência digital como principal ferramenta permitindo a interação da marca de seu cliente com o consumidor/usuário.  Ou seja, é utilizada a combinação de diversos elementos de interação como CRM, mobile, monitoramente de redes sociais, RP 2.0, SAC 2.0, web que permite a construção/mantimento/melhoria do relacionamento entre empresa-cliente. Geralmente, os clientes de agências digitais são flutuantes, ou seja, são clientes que trocam de agência com freqüência. Porém, na AM4 a relação cliente-agência tende a ser a longo prazo, uma vez que no meio digital os resultados não são imediatos.

Em relação ao uso do canal online como ferramenta, o palestrante relatou que no Brasil existe 70 milhões de pessoas conectadas e dessas, 40 milhões estão em atividades constantes. Ademais, o brasileiro gasta 26,7 horas por mês na internet (4 horas acima da média mundial). Ainda, afirmou que 80% desse tempo, os usuários estão nas mídias socais dando ao Brasil o segundo lugar no ranking de países que está mais presente na rede. Assim, por meio desses dados, a AM4 acredita que o uso de mídia digital pode/deve ser observado como uma oportunidade de negócios para marcas, já que atualmente todos podem ser emissores e receptores de uma informação que pode atingir a todos os stakeholders.

Para isso, foi desenvolvido o SAC 2.0, junção do tradicional SAC com a potência e influência das redes sociais. Seu funcionamento acontece por meio da captação das ideas da audiência nas redes, observação de insights, mapeamento do perfil dos usuários desejados, entendimento dos perfis, estabelecimento de uma comunicação mais efetiva, criação de um banco de dados das mensagens para consultas futuras e relatórios avançados. Logo, é possível identificar, entender e estudar o target para que seja criado um melhor relacionamento com a marca.

Carvalho enfatizou que a junção com a monitoração das redes sociais é de extrema relevância uma vez que permite um maior conhecimento de clientes ou prospects e o controle/manutenção da imagem de uma marca. Já que quando o “mundo online” ainda não possuía um extenso alcance, uma crítica ou um relato errôneo de um produto/marca não afetava de uma maneira agressiva a empresa. No entanto, com a dispersão desse novo meio de comunicação e expressão, insatisfações podem ser facilmente relatadas e dispersadas agredindo a imagem da marca gerando conseqüências negativas. Como por exemplo, a dispersão do conhecido movimento “Cala boca Galvão” um dos TT’s mundiais durante toda a Copa do Mundo.


         Assim, com o entendimento da importância em ferramentas no meio digital - que possibilitando interatividade e relacionamento digital com o consumidor - e com seu principal ponto de diferenciação que consiste em seu foco em resultados, mensuração, AM4 conquistou diversos clientes: Vale, Claro, shopping Iguatemi, Brahma, o Boticário, Tv Record, Ambev, Audi, Unilever, IBM, PepsiCo., Bayer, entre outros. O aprendizado e aperfeiçoamento da agência  veio por meio da demanda e desafio de seus clientes, afirmou Carvalho.
Logo, pode-se definir a AM4 como uma agência que tem como objetivo encontrar soluções inovadoras que criem visibilidade da marca e uma maior possibilidade de relacionamento entre a empresa e o público. 

CSOS6E
Camila Hong
Fernanda Godoy
Gaby Midori
Renata Malta 

Relacionamento 2.0 - Case Multishow

Palestra com Marcos Carvalho 

Quarta-feira passada, dia 22 de Setembro, o administrador de empresas Marcos Carvalho deu uma palestra na ESPM. Ele é um dos sócios da AM4, agência digital carioca, presente no mercado há aproximadamente 11 anos. Realiza um trabalho de extrema importância, e que todas as empresas deveriam se preocupar em implantar em seus planos de marketing, que é o relacionamento 2.0.




Basicamente, eles usam a inteligência digital para desenvolver soluções criativas para as empresas, combinando dados, design e tecnologia para estreitar o relacionamento com o cliente e entender melhor seus desejos e opiniões. Com um portfolio de clientes de peso como Ambev, Claro e Globosat (Canal Multishow), as ferramentas que a AM4 utiliza para atingir seu objetivo são, primordialmente, novas mídias, como redes sociais, relações públicas 2.0, entre outros, os quais serão descritos mais adiante. Com importância atual declarada, o domínio da utilização e aplicação de tais ferramentas digitais no mundo contemporâneo é crucial. Em um mercado com baixas taxas de atenção, a interação das marcas com o consumidor é uma estratégia pertinente. E, ao personalizar a comunicação e o serviço, entendendo exatamente o que cada cliente quer é a maneira correta de atingir este objetivo. É exatamente isso que a AM4 tenta fazer, ao aplicar o marketing 2.0. Segue abaixo um vídeo para ilustrar melhor este conceito:

http://www.youtube.com/watch?v=R6LD9y-yuoQ

A empresa AM4 depois de abandonar os outros três segmentos em que começou trabalhando, decidiu focar no digital, pois perceberam que era neste que conseguiam ter maior controle sobre as informações coletadas, e por isso, maior retorno. Esta é uma agência full service que utiliza a inteligência digital para desenvolver soluções criativas orientadas a resultados, seus projetos criam uma experiência interativa entre a marca e o consumidor, pois, como Marcos mesmo citou; ”nos dias de hoje todo mundo é receptor e emissor de informações”,  e os sites são uma ferramenta que permitem esta interface.

A AM4 está sempre procurando inovar e explorar o máximo possível do mundo digital,  por isso possui forte presença em diversos meios como: websites, e-commerce, internets/extranets, e-mail marketing, mobile, relacionamento 2.0, redes sociais, CRM, entre outros. Oferece também os serviços de planejamento e pesquisa online, otimizando a comunicação entre esses canais e o consumidor.

Sua especialização nesse segmento se tornou tão conhecida que possui grandes contas de empresas de variados segmentos. Dentre os seus clientes estão: Brahma, Vitrine BR malls, que utilizaram seu serviço de agência de notícias. Petrobras, I Fórum ABA, Marketing in Rio, contrataram a agência pelo seus relatório de atividades. Unilever, Boticário, que tiveram seu serviço de newsletter desenvolvido por eles e a SportTV, para quem foi desenvolvido um SAC 2.0, entre outros. Por saber distanciar muito bem uns trabalhos dos outros os seus clientes muitas vezes podem ser até concorrentes.

Esses serviços são desenvolvidos dependendo da necessidade do cliente, mas todos obedecem um mesmo modelo de negócio estabelecido pela empresa; pagamento de um fee mensal, que varia dependendo do tempo gasto para o desenvolvimento,  manutenção e gestão das ações do software encomendado.

O que é o relacionamento 2.0?

O termo web 2.0 refere-se à forma como as ferramentas de comunicação estão sendo utilizadas na internet, baseadas na colaboração e no compartilhamento de informações por dois emissores, que são também receptores, através de plataformas web. É o caso, por exemplo, do que acontece nos blogs entre os blogueiros (emissores de mensagens) e seus leitores (receptores). A partir do momento que o leitor de um blog deixa um comentário expressando suas opiniões ele passa a ser também emissor de mensagem e gerador de conteúdo. O relacionamento 2.0 é, portanto, uma forma de troca de mensagens e criação de conteúdo calcada na colaboração.

As redes sociais são baseadas neste tipo de relacionamento visto que todos os membros das redes e de suas comunidades são simultâneamente geradores e receptores de conteúdo. Antes da utilização massiva das redes sociais era muito mais difícil amplificar ideias e informações, visto que não se tinha um meio de divulgação das mesmas por indivíduos comuns. Hoje isso é muito diferente, ideias podem ganhar proporções gigantescas nas redes sociais e, caso sejam viralizadas (transmitidas espontâneamente por usuários para sua rede de contatos), podem construir ou destruir a reputação de empresas instituições, personalidades e etc. Por isso é fundamental que as empresas estejam presentes nas redes sociais a fim de monitorar o que se fala sobre elas e estar em contato com o consumidor, integrando o bom uso das redes ao conceito de relacionamento 2.0 - há casos de empresas que recebem criticas a determinados produtos ou serviços e respondem oferecendo soluções pelo próprio Twitter em curtíssimos espaços de tempo, além de manterem o SAC comum em funcionamento.

As vantagens de se utilizar de ferramentas de relacionamento 2.0 são as possibilidades de criação de valor nos produtos/serviços oferecidos pelas empresas com base nas opiniões e vontades dos próprios consumidores, e também a possibilidade de resposta rápida e personalizada a eles.

Além dos motivos citados anteriormente a AM4 se manteve no segmento digital, pois este está em constante expansão enquanto outros se tornam obsoletos. Dos, aproximadamente, 190 milhões de brasileiros, cerca de 70 milhões estão conectados na internet, valor semelhante à população França e Reino Unido, e destes 40 milhões estão em atividade constante. A média brasileira de horas na internet por mês está 4 horas superior a mundial, atingindo o valor de 26,7hrs/mês.

Esses internautas ao acessarem pela primeira vez a internet tem a tendência de criar, em primeiro lugar, uma conta no Gmail, que lhes permite acesso no Orkut e MSN, com esse padrão de comportamento é compreensível que 80% do tempo que as pessoas passam na internet sejam utilizando as redes sociais, é o local onde todos se encontram hoje em dia, fazendo São Paulo ser a 3˚ cidade com mais acessos no Twitter do mundo. Esse crescimento agressivo de internautas e da popularidade das redes sociais deixou as empresas mais suscetíveis a comentários, que começaram a se dispersar mais facilmente. Com isso em mente a empresas começaram a perceber como é importante estar junto do seu público, pois assim as empresas podem se apropriar desse buzz e tentar controlá-lo a favor da marca.


Case Multishow - SAC 2.0

As empresas tem a necessidade de aumentar seu canal de comunicação, traçar um perfil da impressão do mercado em relação ao produto. A mesma coisa acontece com as emissoras de televisão: é muito importante que estas estejam sempre atualizadas no que diz respeito à opinião dos telespectadores, podendo melhorar constantemente. Pensando nisso e com o objetivo de entender a audiência, a MP4 desenvolveu um SAC 2.0 para o canal Multishow.

A ferramenta desenvolvida é um ótimo exemplo de como utilizar o relacionamento 2.0 de forma proveitosa a favor da empresa. Ele funciona como um serviço de inteligência atrelado ao SAC virtual da empresa (encontrado em links do tipo “fale conosco”) que monitora todas as mensagens recebidas e identifica demandas e insights a partir das mesmas. A ferramenta foi implementada no SAC da emissora Multishow e permite, por exemplo, identificar os programas preferidos dos consumidores através de elogios e comentários recebidos e também os programas mal avaliados e de menor sucesso junto ao publico, que podem chegar a ser descontinuados a partir desta análise. Ainda, a ferramenta pode ajudar na classificação dos consumidores que enviaram mensagens a partir de seus dados cadastrados, o que permite enviar mensagens personalizadas de acordo com seus interesses. O canal pode também responder às mensagens enviadas pelos consumidores diretamente. Além disso, um management manda as mensagens para um banco de dados que gera relatórios estatísticos desses comentários automaticamente. A idéia principal do SAC 2.0 é estabelecer uma comunicação efetiva com os consumidores, convertendo as críticas em relacionamento, como disse Marcos Carvalho. O termo 2.0 diz respeito à dois momentos: a crítica do consumidor e a resposta empresa. Essa tecnologia, bem como todas abrangidas pelo termo “Relacionamento 2.0”,  finalmente torna acessível algo muito buscado pelas empresas: um relacionamento de duas vias. 


CSOS6A
Bruna Zanin
Marina Damato
Paola Mello
Stephanie Peart

Tv Digital

De onde surgiu?


A Tv Digital foi implantada no Brasil em 2007 seguindo o modelo Japonês, eleito o ideal por apresentar maior mobilidade ( Tv nos aparelhos celulares, dentro de carros e taxis de forma gratuita) bem como maior alcance.

Esse modelo, conhecido digitalmente como ISDB-T, permitiu que o Brasil pudesse aprimorar a tecnologia recebida e implementá-la de acordo com as necessidades do país. Assim , passou- se do formato de MPG2 para o MPG4, oferencendo uma melhor qualidade para o uso da televisão em aparelho móveis.

A grande inovação Brasileira é caracterizada pela invenção do GINGA, uma forma de midleware que tem o poder de alinhar/ padronizar o que está sendo passado para rodar em qualquer aparelho. Esse software que vem acoplado aos aparelhos para possibilitar a interatividade é considerado, hoje, o melhor do mundo.

Regulamentação.

No Brasil, existe um fórum ( www.dtv.org.br) da indústria de software e transmissão, que é assistido pelo governo com a finalidade de apoiar e implementar a tv digital.

Toda tv digital é de alta defnição?

Não. A transmissão poderá ser digital com definição padrão, mas não terá chuviscos nem ruídos.

O Que já acontece hoje?

Hoje, os aparelhos mais antigos de televisão transmitem a programação em uma tecnologia analógica enquanto os mais modernos já a transmitem em digital.

Até o ano de 2016, essas duas opções estarão disponíveis no mercado, depois disso somente as digitais. Essa mudança exige um grande investimento, tanto por parte das emissoras que terão que aumentar sua qualidade dos cenários, das maquiagens, dos figurinos, de equipamentos quanto do consumidor que terá que comprar um outro aparelho ou um conversor.

O cenário Brasileiro atual possui as seguintes características

- Cobertura da televisão é de quase 100% do território nacional

- Atinge 97% da população

- Há 5 grandes emissoras com cobertura nacional

- Mais de 20.000 retransmissoras

- Representa a úncia ou principal forma de entretenimento.

- Principal distribuidor de conteúdo nacional


Cidades/ Estados nos quais a Tv Digital está presente




Como será o futuro?

A grande missão da tv digital é a de proporcionar interatividade com o telespectador em diversas áreas, tanto em serviços do governo ( será possivel acompanhar pagamento e tirar dúvidas sobre prestações da caixa econômica) quanto ter uma maior vasta de informação de algum produto que esteja sendo anunciado.

Esse processo, embora ainda não tenha atingido a maioria da população já está presente em nosso dia a dia. O canal Globo News, já apresenta essa opção. Nele é possivel sabermos quais são as últimas notícias do dia, como está o tempo e sua previsão, os mais recentes resultados esportivos entre outros através do controle remoto.

O grande desafio, consiste, no entanto na criação de conteúdo, ou seja, para que o consumidor tenha o desejo de usar essa interativade é preciso que ela oferece uma grande gama de informações. Por exemplo, ao anunciarmos um automóvel, teremos que disponibilizar seu preço, todas as suas qualidades, aonde encontrar, uma comparação com seus conncorrentes, uma visão completa do produto, um menu de tira dúvidas ao vivo e por aí vai.

As agências de publicidade terão um grande desafio no futuro, precisarão criar todo esse conteúdo além do filme que será veiculado normalmente.

A interatividade pode ser utilizada em diversar áreas:

- Commercial applications ( T commerce)

- Education ( T learning)

- Entertainment

- Banking( T banking)

- Advertising ( T advertising)

- Government services ( T government)



Prazo para que todas as emissores passem a transmitir toda a sua programaçao com sinal digital.





Nós estamos preparados?

Vemos números, estudos e especulações sobre como a TV Digital vai se inserir em nosso cotidiano, mas a verdade é que nada podemos ilustrar além de uma grande expectativa a respeito do assunto. Por mais que 2016 esteja perto, e que o sistema já esteja sendo implementado para as televisões brasileiras, é difícil entendermos exatamente como as coisas vão funcionar. Como acontecerá essa interação? O que acontecerá com os comerciais de 30” e com a programação que tem horário fixo? Alguém nos ensinará a mexer?

O mais importante mesmo é que, uma vez instalado e executado no Brasil, este sistema seja minuciosamente explicado para toda a população. Tamanha inovação, se jogada no mercado sem que todos sejam educados para tal, pode acabar incompreendida e mal utilizada.

Já para anunciantes e veículos, muito provavelmente quem entender melhor a ferramenta terá uma vantagem competitiva muito importante.

Por fim, vale lembrar que, se tratando de tecnologia, inovações são válidas se trouxerem benefícios aos seus usuários. Assim como todo avanço tecnológico, é necessário tempo e, como já dito anteriormente, orientação da população para que os novos recursos sejam usados da melhor maneira possível e que, todo o dinheiro e tempo investido para trazermos e desenvolvermos o melhor da TV Digital, faça com que Assis Chateaubriand, onde quer que ele esteja, orgulhe-se do rumo que tomou o primeiro aparelho de televisão que ele trouxe ao Brasil.

Agradecimento : José Salustiano - HXD


Carolina Soares, Charis Carelli, Maria Carolina Quintella, Marina Lisboa Ferreira.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A geração Y2 e o Marketing 2.0.

Recentemente, recebemos na ESPM Beatriz Mello, gerente de pesquisas da Viacom Brasil, que apresentou o Conicktado, blog que funciona como ferramenta geradora de insights sobre o mundo das crianças e adolescentes para a empresa.  O site é um belo exemplo de comunicação bilateral entre marca e consumidor: característica do relacionamento 2.0, criado em 2004 com a web 2.0. Em outras palavras, logo que as redes sociais nasceram e tiveram um sucesso explosivo, as empresas utilizaram-se desta oportunidade para entrar em contato com o consumidor e fazer dele mais do que um receptor passivo de suas mensagens e campanhas, trazendo sua opinião para o processo de construção das marcas e serviços. Nasce o chamado marketing de engajamento.

Entenda um pouco mais sobre web 2.0 com a definição do criador do termo:




A prática desse engajamento tem resultados facilmente identificáveis: Mello citou o exemplo da sandália da personagem Isa TKM, que foi pré-elaborada pelos usuários do Conicktado por incentivo da Nickelodeon a serviço da marca Grendene.


Apesar dos cases de sucesso, há teorias de que o potencial do marketing de engajamento está sendo pouco aproveitado. Assim como nós temos uma facilidade com a tecnologia que nossos pais não têm, a geração Y2, ou seja, os filhos da geração Y (nós, nascidos a partir de 1980), estarão profundamente envolvidos com a interatividade. Se você acha que já é muito bem familiarizado com essa prática, lembre-se que a geração Y brasileira não nasceu na mesma época do boom da internet. O crescimento da internet no Brasil só correu nos anos 2000, ou seja, durante a adolescência da geração Y. Lembra como você cresceu aprendendo sobre tecnologia desde pequeno e ensinou seus pais? Seus filhos também estarão adiantados, como exemplificou Beatriz: “Hoje, a criança de 3 anos de idade cresce brincando com o iPhone do pai.”




Agora, imagine como será o relacionamento 2.0 no futuro: a geração Y2 ditará regras e terá poder de decisão em tudo desde pequena. Não apenas por terem crescido na web 2.0, mas por serem influenciados pela nossa geração, que aprendeu a se impor às práticas abusivas de empresas. As crianças não apenas terão acesso a toda essa informação como também serão formadoras de opinião devido à facilidade de acesso a canais de comunicação, interferindo diretamente na construção da imagem das marcas.



E que ferramentas as empresas podem usar para se aproximar cada vez mais do consumidor e entendê-lo a fundo? Max Barbosa Ribeiro, diretor de marketing da consultora 2getmarketing explica quais as categorias de sites classificados como de web 2.0 e que já estão sendo empregadas pelas empresas:


“1- Sites que compartilham conteúdo.
Sites onde qualquer pessoa pode compartilhar conteúdo com outras pessoas, criando um efeito viral, que é muito eficiente em alguns nichos de mercado, multiplicando a exposição e atenção do conteúdo via Internet. Em outros casos, o conteúdo serve para criação de uma reputação/imagem de seu criador (pessoa ou empresa), como um especialista no assunto.
Exemplos mais conhecidos de sites desse tipo: Delicious, Digg, Reddit.



2- Sites que publicam conteúdo.
Se classificam neste tipo de site Web 2.0:
Blogs que disponibilizam conteúdo, notícias e permitem fazer comentários. Disponibilizam mídias em forma de texto, fotografias, vídeos, música e áudio.
Exemplos: microblogs (como o Twitter); YouTube (compartilhamento de vídeos); Flickr (compartilhamento de fotos).



3- Redes Sociais.
São destinos onde as pessoas interagem entre si, fazendo amizades e se conectando em função de interesses em comum, e geralmente formando comunidades online. Podem disponibilizar email e ferramentas de mensagem instantânea para interação. Podem ser dos tipos: diretórios de uma categoria de usuários, conectar amigos, sistema de recomendação baseados na confiança, ou uma combinação entre eles. Os mais conhecidos por nossas bandas: Orkut, Facebook, LinkedIn.”


Portanto, é necessário que desde já se pense em campanhas publicitárias direcionadas a esse consumidor, bem como produtos interativos que façam uso destes sites colaborativos, que incentivem a participação dessa nova geração no desenvolvimento de produtos e serviços desde cedo e que percebam o poder de influência que os novos consumidores tendem a carregar consigo. Pelo visto, estar um passo à frente já deixou de ser vantagem e virou requisito para sobreviver no mercado.

Grupo:

Alini Miki
Daniel Aguilera
Henrique D. Printes dos Santos
Ivana Kroeger
Luciano Vian

CSOS-6A

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

TrueTech - Video on Demand (VoD)

Vídeo é uma mídia extremamente instável e eternamente causadora de fascínio. O fato é que esta forma de expressão artística, documental e comercial, não parece deixar de se configurar uma novidade na vida das pessoas. Supõe uma linguagem, uma inter-relação entre imagem e espectador, em que a primeira sai da tela para interagir com o resto do meio, integrando as imagens junto aos demais elementos que a formam.



Na atualidade, os avanços da tecnologia, permitem ampliar o leque de suas possibilidades criativas, surgindo novas formas de lidar com seus recursos e conceitos, ou seja, hoje podemos fazer os mais diversos tipos de vídeo, assim como podemos fazê-lo para as mais diversas finalidades. Neste momento falaremos de uma modalidade específica do vídeo, que está em fase de estruturação, mas que vem ganhando adeptos de consumo e produção. Vamos falar de “Video on Demand” ou Vídeo sob Demanda.

O conceito do VoD, por Marcelo Spinassé:

Vídeo sob demanda, abreviatura VoD de Video on Demand, em inglês, é uma solução de vídeo sobre DSL (Digital Subscriber Line), ou outra tecnologia banda larga, que são famílias de tecnologias que fornecem um meio de transmissão digital de dados, aproveitando a própria rede de telefonia que chega na maioria das residências.

Hoje, temos a nossa disposição uma infinita gama de conteúdos. O avanço da tecnologia de produção de vídeo tornou possível produzir material de alta qualidade utilizando equipamento de custo acessível ou até gratuito, tanto para as empresas quanto para as pessoas físicas. E o resultado é uma quantidade ilimitada de conteúdos nesse formato.


Assim como o YouTube, sites especializados neste tipo de conteúdo se proliferam e ampliam a liberdade do vídeo dentro do cotidiano das pessoas. A questão fundamental desta prática está no controle do conteúdo que se expõe na internet, ou ainda, está em produzir conteúdo que gere renda, ou seja, VOD.


Na realidade do Vídeo sob Demanda, temos a internet sendo amplamente utilizada para veiculação deste tipo de material por empresas, ou seja, material de conteúdo protegido. Grande parte da atração desta ideia está nos custos de produção de vídeos para a internet, que é muito abaixo das vultosas verbas necessárias para a televisão, uma vez que a qualidade do vídeo na internet é relativamente inferior. Outro ponto de realce para esta prática está no fato de a divulgação ser muito mais barata e direcionada do que na televisão, já que a internet pode se dividir em nichos caso necessário, sendo assim mais fácil detectar e atingir seu público alvo.

Como informações técnicas se tornam interativas com o uso de vídeo, por Spinassé:

Além de questões técnicas, temos uma variável fundamental para o estabelecimento do VOD: o público está se tornando cada vez mais imediatista e valorizam conteúdos acessíveis, ou seja, conteúdos que possam ser acessados, independente de horário, local ou forma.


O que eu quero. Onde eu quero. Como eu quero. (WiWIWi)

A internet é o meio que mais atende a essa necessidade e que, dessa forma, atrai mais e mais pessoas, ou ainda, atrai pessoas que antigamente consumiam apenas meios "físicos" (tv, radio, jornal, revista), oferecendo vários tipos de meios de comunicação (portais, redes sociais, música, VÍDEO), e, principalmente, disponibilizando mais formas de satisfação do consumo imediato, de produtos e entretenimento.


Glossário:
Plataforma web


Existem vários tipos de plataformas de divulgação de vídeos na internet, sendo o Youtube o mais conhecido no Brasil. No entanto, há a já citada desvantagem, de perda do controle sobre o conteúdo, ou seja, está além de sua capacidade coibir anúncios prejudiciais ao objetivo do vídeo. O VOD se baseia em outro tipo plataforma, sendo inclusive o grande mote do seu sucesso. Na era da liberdade de expressão, o grande trunfo desta modalidade de vídeo vem, justamente, do controle de conteúdo.

Conteúdo Premium

Este tipo de conteúdo está relacionado, principalmente a filmes, palestras e precisa necessariamente estar protegido por alguma espécie de senha. Tem como principal vantagem, o fato de que comprar um conteúdo digital, permite que você tenha a liberdade de acessá-lo em qualquer lugar e hora, o que é mais valorizado pela nova geração do que a posse física do produto.





Exemplo de página na web com o serviço VoD.

O que é um conteúdo Premium e como ele funciona, por Spinassé:
http://www.youtube.com/watch?v=xTWJ67OLgfQ
O futuro na internet é o vídeo, uma vez que a transmissão de conteúdo por ele é muito mais fácil e "rápida", e o futuro do vídeo eh via IP.


Agradecemos ao Marcelo Spinassé, da TrueTech,
que nos contou mais sobre o VoD.

Ísis Alvarez - Sue Ellen Baia - Yéssica Klein - Tamíris Idalgo Abib
CSOS 6D

O futuro da distribuição de conteúdo é por IP

Marcelo Spinassé, CEO e fundador da TrueTech, fala sobre a distribuição do conteúdo digital e como funcionam os vídeos on demand.


O cenário atual

O cenário digital vem mudando e se adaptando cada vez mais à demanda de serviços que, ano a ano, aumenta e se torna cada vez mais complexa. A produção de vídeos e conteúdo para este meio se tornou muito mais barata do que anos atrás, com codecs mais eficientes. Além disso, o baixo custo da contratação da banda larga resulta em uma maior acessibilidade do público à toda esta informação gerada, minuto a minuto.

Nasce a partir daí o conceito explicado por Marcelo Spinassé: o “What I want, Where I want, When I want”, que se baseia na informação e conteúdo instantâneo e fragmentado. Em outras palavras, enquanto em 1996 havia apenas jornal, televisão aberta, revistas e rádio, atualmente há, somado a isso, internet com portais, websites, blogs e mídias sociais.

Fica evidenciado o papel da internet na atualidade e principalmente como vem se tornando a principal mídia nos lares, já com 47% de presença atrás apenas da televisão. Segundo Marcelo Spinassé: “O interessante é ver que a internet, ao mesmo tempo que cresce, faz as outras (mídias) caírem, uma vez que existe uma substituição dos meios”, ou seja, as pessoas compram, ouvem música, assistem televisão e filmes pela internet. É fácil, acessível e rápido.

O novo cenário

O futuro do vídeo e de todo o conteúdo será via IP, com acesso indiscriminado ou intermediado pela operadora. Isso significa que o conteúdo pode ser gerado por qualquer um, e pode ser personalizado por cada usuário.


WebTV

Em meio as transformações e a consolidação de um novo cenário na internet, surge a WebTV, grupo de plataformas que possibilitam a criação de uma grade de programação pela internet. Resume-se, basicamente, ao oferecimento de vídeo e áudio através do digital, muitas vezes sendo enviada via download.

Porém a WebTV ainda apresenta certas imperfeições em seu sistema via streaming, como a perda de qualidade do vídeo, que causa a pausa ou interrupção do conteúdo. Esta nova ferramenta vem se popularizando por ser uma maneira muito fácil de se criar seu próprio conteúdo. No Brasil só existem três WebTV com sua própria grade de programação ao vivo, porém acredita-se que em decorrer do tempo esse número aumente exponencialmente.

Ainda em relação a WebTV, vale frisar o fato que não necessariamente esse conteúdo é oferecido por portais grandes, como o Terra. Qualquer internauta pode criar seu próprio canal, que funciona como uma página do Youtube, porém gerenciável. Nele, uma determinada pessoa pode exibir vídeo aulas de artesanato e cobrar por isso, por exemplo. É possível também vender espaços publicitários.

Terratv: Um exemplo de WebTV

Funcionalidades do Vídeo On Demand

Apesar de parecer uma tecnologia muito complexa a primeira vista, o vídeo on demand surgiu muito naturalmente, de uma demanda proveniente dos novos costumes dos consumidores 2.0. Como mencionado anteriormente, a internet está cada vez mais presente em todos os lares brasileiros e, em função disso, está centralizando as outras mídias - principalmente as mais tradicionais.

A internet possibilita que o conteúdo ou informação sejam consumidos naquele momento, sem que seja necessário esperar por um horário agendado para assistir um telejornal, por exemplo. É algo muito imediato e instantâneo e estas características estão muito ligadas ao conceito “WiwWiwWiw” – em inglês, “what I want, where I want, when I want”, já citado anteriormente.

Os vídeos on demand também são baseados neste mesmo senso de urgência, segundo Marcelo Spinassé: "O conceito de on demanda funciona basicamente da seguinte forma: eu tenho 4 mil vídeos e assisto a hora que eu quiser, eu não tenho que esperar para ver qualquer um deles".

De uma maneira muito simples, esta nova maneira de consumo de conteúdo é realizada através da tecnologia banda larga. Por meio de um software ou tela de TV, o assinante de um determinado serviço pode escolher diferentes tipos de filmes e programas de televisão que estejam disponíveis em VoD.

A partir desta escolha, os conteúdos são enviados em formato de vídeo, sob demanda, até o dispositivo do consumidor, utilizando redes de banda larga das operadoras de comunicação. Assim, o consumidor recebe o conteúdo quando quiser, com uma qualidade de imagem muito semelhante ao DVD.

A mobilidade e a portabilidade são as principais vantagens deste novo tipo de serviço em detrimentos da locação de filmes. Por meio deste consumo, é possível carregar o vídeo comprado em qualquer lugar em que a pessoa estiver conectada e na maioria dos dispositivos existentes - iPad, TV, celulares e computador. O mais legal disso tudo é que a qualidade do vídeo independe de onde ele está sendo assistido, mesmo que se opte por um celular.

Apesar dessa versatilidade, o maior receio dos consumidores em adquirir um VoD pode ser em relação ao tempo que o arquivo leva para ser baixado, evitando experimentar este novo serviço. Essa é uma preocupação desnecessária, já que a tecnologia dos vídeos on demand é baseada no streaming e não no buffering. Para exemplo de comparação, o buffering, que é utilizado pelo Youtube, é uma memória temporária utilizada pelo computador para a leitura de dados. Por isso, é necessário pausar o vídeo antes dele começar, para que uma parte dele seja carregado e não trave enquanto é assistido.

Já o streaming possibilita uma experiência muito melhor, segundo o próprio Spinassé, pois permite que o vídeo seja assistido ao mesmo tempo em que o download é feito. Não há pausas durante a exibição do conteúdo para que ele seja carregado. É uma tecnologia mais leve e rápida, muito parecida com um sinal de televisão, que quando é ligada, o programa é assistido sem interrupção alguma.

É intrínseca a relação que o VoD tem com o uso de DRM (Digital Rights Management), ou seja, a gestão de direitos digitais. Os conteúdos podem ser protegidos por essa tecnologia, que consiste em restringir a difusão por cópia de conteúdos digitais, contribuindo na administração dos direitos autorais de cada marca que o utiliza.

O DRM pode agir limitando o número de views, tempo de expiração, e protegendo contra cópias ilegais. Existem diferentes mecanismos de DRM, porém em sua maioria, contêm características em comum, como por exemplo, detecção de quem acessa cada obra, quando e sob quais condições, e reportam essa informação ao provedor da obra, autorização de acesso, ajuste das condições restritivas fixadas pelo provedor da obra. Alguns tipos de DRM podem, ainda, limitar o número de views, tempo de expiração, proteger contra cópias ilegais. E como funciona o DRM? A imagem ao lado mostra como o mecanismo age:

Como funciona o DRM

Por fim, pode-se usar toda esta plataforma de forma promocional via o Funcode, que é uma ação de alto impacto, baixo custo e tão eficaz quanto qualquer promoção ou ação de marketing não virtual, onde são dados cartões com senhas que possibilitam o download do filmes via a loja virtual de graça, ou com desconto, criando vínculos únicos da empresa com o consumidor além de mostrá-lo todas as possibilidades que a plataforma proporciona à ele.



GRUPO - 6E

André Klava
André Hosoume
Leticia Banheti
Murilo Saad
Nathalye Araujo




As novas plataformas de Conteúdo Digital - Trutech

No dia 15 de Setembro, recebemos na aula de Abordagens Contemporâneas visita de Marcelo Spinasse da Truetech. Formado em Administração, (fazia antes ciências contáveis), pós- graduado em Economia, e é do ES. No começo de sua carreira, trabalhou durante 5 anos nas lojas Americanas no RJ, o que foi a sua verdadeira faculdade por causa do aprendizado adquirido. Depois, começou a trabalhar com internet, sem saber muito do assunto.

         Hoje em dia, Marcelo está entre os mais renomados profissionais de distribuição de Conteúdo Digital. A Truetech é uma empresa especializada no desenvolvimento de soluções Streaming Media, que oferece ao mercado uma estrutura de produção. Desde o processo de captação e edição do conteúdo áudio e vídeo até a distribuição do streaming aos usuários finais.

         Durante a palestra, pudemos entender sobre o processo de produção de vídeo e seus equipamentos, e também sobre o progresso da inovação do Conteúdo Digital e os meios pelos quais eles são obtidos, e então produzidos.

Um pouco sobre cenário atual:

- A produção de vídeo está ficando cada vez mais barata, isso engloba tanto os programas quanto seus equipamentos.

-  Os programas estão mais eficientes. Um exemplo disso: quando se compra uma banda na net, se compra um megabit. Quanto menor a compressão, mais fácil de se chegar em casa.

-   A banda está mais barata, e dizem que está ficando maior. A quantidade de conexões está aumentando, o que faz ficar mais barato.

- Senso de urgência cada vez mais forte, senso maior de velocidade de acesso a simplesmente  o ter. Com a internet, isso é possível a qualquer momento, qualquer conteúdo, o que você quiser.

-  As mídias estão se multiplicando cada vez mais: hoje em dia, há uma infinidade de possibilidades de acesso a conteúdos, e informações.

-  A internet é a mídia que mais cresce, junto de tudo que está com ela, está cada vez mais utilizada, e presente em mais lugares.

-   A internet está canibalizando as outras mídias: Pessoas assistindo menos TV, ouvindo menos  as rádios, lendo menos revistas.

- Segundo gráfico apresentado por Marcelo em sua palestra: Nos países desenvolvidos, a penetração de internet é muito alta, no Brasil é de  20%, enquanto que no Canadá é de 78%. Porém, o Brasil possui  poder aquisitivo sendo representado pelo percentual de 69,5%, comparado aos outros países pesquisados.

As novas plataformas: Será o fim do Youtube?

         Plataformas de Webtv: É baseada em um conceito de que o conteúdo é gerado pelo usuário. Algumas empresas sentem a necessidade de oferecer as pessoas uma possibilidade de ter um canal, onde o conteúdo seja 100% gerenciado, o que não é possível dentro do Youtube. Com isso, muitos estão saindo do Youtube e recorrendo a essas novas plataformas de maior interação com os usuários. Além disso, a plataforma Webtv não é especificamente para conteúdos online, mas garante também o acesso do conteúdo também nas mídias tradicionais, abrangendo assim diversos públicos.

         Plataforma de Webcast : Através dessa plataforma, o conteúdo é transmitido diretamente de eventos ao vivo pela internet, provido de vantagens como a ótima qualidade e o baixo custo. Essa ferramenta é de ótima utilidade nas áreas de comunicação empresarial, pode ser muito utilizada para treinamento de empresas, e reuniões online.

VOD: Vídeo sob demanda (video on demand)

         É a plataforma mais desenvolvida para o usuário em relação aos vídeos. Por meio de uma página web na tela da TV, o assinante pode escolher diferentes tipos de filmes e programas de TV que estejam disponíveis em VOD. A solução consiste em enviar conteúdos em formato de vídeo, jogos, etc. - sob demanda ou continuamente - utilizando redes de banda larga de operadoras de comunicação. Assim, o usuário receberá conteúdos com qualidade de imagem semelhante ao DVD, no momento que desejar e sem sair da sua casa.

         Quem compra conteúdo online tem dificuldade de usar plataforma de VOD porque existem conteúdos com proteção DRM (digital rights management), que encapsula o arquivo, e o proteje (contra a pirataria, por exemplo). O conceito multiplataforma possibilita a entrega do conteúdo em vários dispositivos, deixando a decisão de onde assistir o conteúdo para o consumidor.

         Estuda-se o lançamento próximo para plataformas VOD para iPhone e iPad, mostrando que essa tendência chega com uma força incontestável em todos os meios, e não apenas na internet e em televisores de última geração.   

         Dessa forma, a grande questão a ser colocada é se as empresas que não aderirem a essas novas plataformas para a divulgação de seus conteúdos (tanto os direcionados ao seu público interno, quanto os de divulgações ao público externo) irão sobreviver a esse aglomerado de informações.

 O  fundador da Lovefilm, que em 2008 foi vendida para a Amazon, Arican Wegter fala sobre o segmento de Video On Demand



Desirèe Conversani
Gabriel Vieira Kolisch
Giovana Beltrame
Gustavo França
Thales Becker

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O grande poder dos pequenos


No dia 20 de setembro recebemos na ESPM a visita da Beatriz Mello, gerente e responsável pela área de pesquisas da Viacom Networks Brasil. Gerente de pesquisa da Viacom Brasil, Beatriz estudou na ESPM, e fez Ciências Sociais. Estudar as pessoas e a sociedade sob uma ótica mais humanista lhe possibilitou compreender e alcançar o(s) target(s) de maneira mais relevante e eficaz. Ela começou a trabalhar na Inglaterra, em empresas de TV por assinatura, como a GloboSat, onde trabalhou na area comercial. Não se identificou muito com sua função, no entanto, percebeu que gostava de planejamento, e principalmente de pesquisa, que ela utilizava para embasar planos de marketing e mídia.

Beatriz em seu escritório na Viacom

           Há 4 anos trabalha na Viacom Brasil (subsidiária da Viacom Global, um grupo formado por empresas como Dreamworks, MTV – esta, no Brasil, é um licenciamento da MTV Americana -, Claro, Nickelodeon, entre outros), principalmente para a Nicklelodeon global e brasileira. Beatriz ressaltou que as marcas globais estão muito interessadas no mercado brasileiro, que alcança um destque cada vez maior (eventos como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio, favorecem ainda mais essa perspectiva favorável) no cenário mundial, atraindo grandes e relevantes investimentos.
Em um cenário mercadológico tão emergente e complexo quanto o brasileiro, constiuído pelas mais diversas parcelas de público (crianças, jovens, adultos, homens, mulheres etc.), é de extrema importância que uma marca conheça da melhor forma possível o(s) público(s) que deseja alcançar. Daí a importância do trabalho de Beatriz: conhecer bem os targets facilita em muito o sucesso das ações de uma empresa, e, consequentemente, o sucesso desta.
No caso da Viacom (em suas mais diversas marcas), planos mais eficazes são efetuados sob o embasamento de pesquisas sólidas. Para a Nickelodeon, que tem como público alvo crianças, dois tipos de pesquisa são muito utilizadas: TGI (para crianças de 12 anos, e Kiddos, para crianças de 6 a 11 anos). Estas pesquisas visam conhecer melhor a criança em sua dinâmica familiar, e são realizadas de 3 em 3 meses, em âmbito nacional ou internacional/ global.
O público infantil muda muito rápido, biológica e psicologicamente: de 2 em 2 anos as crianças se transformam de forma importante, modificando, consequentemente sua forma de consumo.
Em idade pré-escolar, a criançada gosta de repetições, sejam de música, de filmes etc., assistindo fixamente ao programa que lhe interessa. Isso porque ainda está aprendendo muitas atividades do dia-dia; desta forma, a repetição lhe dá segurança em seu processo de aprendizagem. Crianças nesta idade também são muito visuais: cores vibrantes e humor visual (como a cena de uma pessoa tropeçando, por exemplo) são bastante atraentes. Da mesma forma, o uso de elementos musicais desperta maior interesse com relação ao programa apresentado. Estas características são notadas em Backyardigans, seriado musical no qual cinco amigos que moram na mesma rua se divertem em um quintal. Este é constantemente transformado (pela imaginação) nos mais diferentes cenários de aventuras vividas pelos protagonistas. Cada episódio apresenta 4 canções, às vezes repetidas. Os personagens são bastante coloridos e divertidos.

Backyardigans: sucesso entre crianças em idade pré-escolar

Entre 5 e 6 anos, ao contrário da fase anterior, as crianças não querem mais repetições, preferindo novidades: estar multiconectadas (no celular, TV, computador etc.) e fugir do tédio é o que realmente interessa a esse público. Apreciam humor apresentado por meio de palavras, manejam muito bem um celular, iPhone, assim como outras novidades do mundo da tecnologia. dão um verdadeiro “banho” no público mais velho. Quer um exemplo: o video do “Pintinho amarelinho”, que apresenta mais de 22 milhões de views.


Vídeo do “pintinho amarelinho”, com mais de 21 milhões de views


Crianças conicktadas com o mundo

Para facilitar as pesquisas com o público infantil, Beatriz e sua equipe desenvolveram o Conicktado, um site de relacionamento fechado, formado por 15 crianças de São Paulo e Campinas (mas há planos para ampliação do público), escolhidas especialmente para este fim, por apresentarem perfil contemporâneo (são crianças conectadas ao Twitter, Orkut/ Facebook, Formspring etc.), sem serem nerds, entre 10 e 14 anos (apesar do Nickelodeon ser voltado a crianças de 7 a 11 anos). A análise do conteúdo gerado nesse site gera insights sobre o mundo das crianças. Por mês, são colocados 8 tópicos, bastante discutidos pelas crianças: são postados cerca de 10 comentários diários por tópico (música, filmes, informação sobre o site etc.). Os temas mais comentados são: filmes, informações relativas ao site, brindes, moda/ tendências, alimentação tecnologia, TV, meio ambiente, escola e esportes.
Sustentabilidade não é uma palavra muito conhecida por esse público, mas a criançada falam sobre meio ambiente. Várias crianças tiveram aulas de educação física cancelada por causa do tempo seco que permeou São Paulo há pouco mais de uma semana.
Com a pesquisa, são produzidos relatórios bimestrais sobre tendências, que, apesar de serem densos e complexos, permitem a produção de insights. Oa números e resultados precisam ser traduzidos em informação relevante para cada departamento que irá utilizar as informações obtidas: o financeiro aprecia números, gráficos e tabelas; a criação compreende o conteúdo dos relatórios por meio de imagens representativas do conteúdo (“relatórios animados”).
O primeiro relatório resultante do Conicktado revelou a tendência dos scenes (exemplificada por grupos musicais como Cine e Restart): “emos felizes”, já que os emos tradicionais valorizam o choro e roupas escuras – elementos representativos de tristeza. Os scenes, pelo contrário, valorizam a extroversão, roupas coloridas e attitude positiva. Outra tendência relacionada à anterior, também observada por meio dos relatórios, é a das calças coloridas, tão utilizadas pelos garotos do Restart e por cantores como Fiuk. É interessante ressaltar que todas essas bandas surgiram da internet e aproveitam disso como forma de relacionamento mais próximo com seus fãs, tornando-se, de certa forma, verdadeiras famílias (família Cine, Restart etc.)






Uma tendência observada através do Conicktado é a dos scenes















No mês de março deste ano, outra tendência notada (principalmente entre as meninas) foi a do Formspring (um site de relacionamento que tem como objetivo apresentar perguntas que amigos ou anônimos fariam para você. É uma forma contemporânea do jogo “verdade ou consequência"), que pode ser utilizado para um determinado personagem interagir melhor com as crianças, um público eclético e muito curioso, que gosta de fazer perguntas.
Alimentos divertidos fazem o maior sucesso

No ultimo relatório produzido até hoje (o de julho) lanches divertidos (como batatas smiley) e culinária moderna e jovial (representada por chefs como Jamie Oliver) apareceram com força. Macarrões com formatos de desenho, saladas engraçadas, batatas bem humoradas conquistam um espaço cada vez maior entre os pequenos.
Música, no entanto, é algo que muda rapidamente, revelando rapidamente tendências nesse campo. Quanto à área musical, há os prêmios Nick, nos quais músicos são premiados, de acordo com votações feitas pelo público infantil. No ano passado, por exemplo, cantoras de destaque foram Hanna Montana, Paramore, Lady Gaga, Beyoncé e, em primeiríssimo lugar, Britney Spears. A cantora Ke$ha também foi lembrada, com as ressalvas de que não é um bom exemplo a ser seguido. Nesta premiação também há os garotos que dão o que falar. Nesta ocasião, Luan Santana (indicado a 3 prêmios Nick) foi um desses garotos, rendendo certo debate: "ele é vesgo ou estrábico"?


Da imaginação à ação

Além dos relatórios (que vão para areas internas da empresa, ou externas – para clients/ parceiros externos), o marketing da Viacom (Nickelodeon, mais especificamente) usa dados provindos de outras fontes para fundamentar seus planos. Um exemplo emergente dessa ação é o uso cada vez maior do Twitter como fonte de dados e insights. Esta ferramenta de comunicação, por exemplo, pode ser usada para conhecer e ganhar as crianças, e assim aconteceu: entre março e julho, uma promoção no Twitter relacionada ao Bob Esponja ocasionou aumento de 99% novas visitas ao site. A resposta das crianças foi tão contundente que os organizadores da ação tiveram que limitar o âmbito da participação: apenas os 10 primeiros twitts seriam premiados. As crianças também gostam de seguir humoristas como o CQC, músicos (como o já citado Luan Santana), entre outros. Ainda sobre o Twitter, este funciona também como um diário ou como forma de atualização de conhecimentos (“você sabia que o Justin Bieber vai aparecer na Nickelodeon amanhã?).
Outra coisa que eles notaram pelos relatórios é a tecnologia touch. O marketing usou produtos com essa função para serem oferecidas como brindes. Perceberam também que testes de conceito de produtos poderiam ser feitos, verificando relações com determinados personagens, como Isa TKM. Quanto à esta personagem, a Grendene, em parceria com a Nick, desenvolveu o chinelo da Isa TKM, com neon preto e corações Crianças desenharam esse produto, comparando seu gosto com o que consideram melhor para a personagem.
Crianças “ajudaram” a criar conceitos de produto para Isa 

O Conicktado (assim como o Twitter) é, portanto, uma ferramenta de pesquisa barata, porque é colaborativa, exigindo apenas um site e o esforço das crianças. Estas são sinceras, auxiliando em muito a construção de insights para conceitos. O que dificulta nesse processo é a moderação (já que as crianças são dispersas) e a análise das pesquisas.
Outra área que usa muito os relatórios é a responsável pela criação de conteúdo. A Nickelodeon desenvolveu o Nickflash, filmetes informativos, e um deles, para divulgar o programa “segredos dos animais”, gerou grande interação entre as crianças.
Outro filmete, que apresentava as calças coloridas, rendeu matéria no Fantástico. Outra tendência observada é o 3D, muito apreciado pelas crianças, que relacionam essa técnica com video-games e animações. No entanto, o público infantil não gosta dos óculos para esse tipo de filme.
Lady Gaga inspira uma nova estética

Um filmete, relacionado à pesquisa das divas (citada acima), mostrou outra tendência: a do surgimento de uma nova estética, relacionada ao estilo exuberante de Lady Gaga.
Outra tendência observada é que as crianças, por fazerem tudo muito rápido, acabaram ficando bastante tempo sem fazer nada , e nem sabiam como ocupar esse tempo vago. Desta forma, outro filmete foi veiculado, apresentando possibilidades de entretenimento saudável.
Os filmetes NickFlash funcionam como possibilidade de divulgação/ parceria com outras marcas. Por exemplo, em um desses programetes, uma parceria entre Nicklodeon e bolachas Trakinas mostrava um game que podia ser jogado pelas crianças: as tradicionais propagandas do tipo “eu tenho, você não tem”, dão lugar a conteúdo/ entretenimento gerado pela marca a fim de conquistar o difícil coração do público infantil. Tem-se, portanto, que os filmetes NickFlash são uma forma de contornar com inteligência e criatividade as limitações legais e conceituais relacionadas ao setor publicitário infantil.


Depois da diversão…

Mais do que interação, o relacionamento 2.0 permite entender constantemente o público infantil, gerando insights para a produção de produtos mais próximos ao target, como ofertas de conteúdo e produção, que resultam em mais negócios (já que a maior parte do faturamento de uma emissora é resultante dos investimentos de operadoras) e audiência mais consciente (apesar desta ser formada pelo público infantil) e tratada com respeito. As crianças gostam de propaganda, e, em suas proporções, entendem o que é propaganda, mas estas não necessariamente são conteúdo.


O público infantil deve ser tratado com muito respeito pelas empresas

A criança é um ser em desenvolvimento, por isso é importante que as emissoras gerem conteúdo, proporcionando mais do que um estímulo vazio para o consumo, educação com qualidade. Isto porque o público infantil assiste à novela da oito na TV, por exemplo, mas esta não necessariamente reflete o dia-dia dos pequenos. O mesmo não pode ser dito de Isa TKM (ou outro programa infantil), que reflete o cotidiano das crianças, sendo identificado pela criançada, e, mais do que isso, constitui-se numa forma poderosa de contato com este target tão especial. Ou seja, os pequenos podem, e devem, ser tratados pelas empresas como gente grande.


Fontes:

http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/ConsumismoInfantil.aspx http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Comunicacao.aspx?v=4 http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Biblioteca.aspx?v=1&art=116
http://www.mundodomarketing.com.br/10,383,quem-sao-os-futuros-consumidores-.htm
http://super.abril.com.br/ytrends/
http://www.youtube.com/watch?v=IgQI8WPgjHc
http://www.backyardigans.info/osbackyardigans.htm


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