Recentemente, recebemos na ESPM Beatriz Mello, gerente de pesquisas da Viacom Brasil, que apresentou o Conicktado, blog que funciona como ferramenta geradora de insights sobre o mundo das crianças e adolescentes para a empresa. O site é um belo exemplo de comunicação bilateral entre marca e consumidor: característica do relacionamento 2.0, criado em 2004 com a web 2.0. Em outras palavras, logo que as redes sociais nasceram e tiveram um sucesso explosivo, as empresas utilizaram-se desta oportunidade para entrar em contato com o consumidor e fazer dele mais do que um receptor passivo de suas mensagens e campanhas, trazendo sua opinião para o processo de construção das marcas e serviços. Nasce o chamado marketing de engajamento.
Entenda um pouco mais sobre web 2.0 com a definição do criador do termo:
A prática desse engajamento tem resultados facilmente identificáveis: Mello citou o exemplo da sandália da personagem Isa TKM, que foi pré-elaborada pelos usuários do Conicktado por incentivo da Nickelodeon a serviço da marca Grendene.
Apesar dos cases de sucesso, há teorias de que o potencial do marketing de engajamento está sendo pouco aproveitado. Assim como nós temos uma facilidade com a tecnologia que nossos pais não têm, a geração Y2, ou seja, os filhos da geração Y (nós, nascidos a partir de 1980), estarão profundamente envolvidos com a interatividade. Se você acha que já é muito bem familiarizado com essa prática, lembre-se que a geração Y brasileira não nasceu na mesma época do boom da internet. O crescimento da internet no Brasil só correu nos anos 2000, ou seja, durante a adolescência da geração Y. Lembra como você cresceu aprendendo sobre tecnologia desde pequeno e ensinou seus pais? Seus filhos também estarão adiantados, como exemplificou Beatriz: “Hoje, a criança de 3 anos de idade cresce brincando com o iPhone do pai.”
Agora, imagine como será o relacionamento 2.0 no futuro: a geração Y2 ditará regras e terá poder de decisão em tudo desde pequena. Não apenas por terem crescido na web 2.0, mas por serem influenciados pela nossa geração, que aprendeu a se impor às práticas abusivas de empresas. As crianças não apenas terão acesso a toda essa informação como também serão formadoras de opinião devido à facilidade de acesso a canais de comunicação, interferindo diretamente na construção da imagem das marcas.
E que ferramentas as empresas podem usar para se aproximar cada vez mais do consumidor e entendê-lo a fundo? Max Barbosa Ribeiro, diretor de marketing da consultora 2getmarketing explica quais as categorias de sites classificados como de web 2.0 e que já estão sendo empregadas pelas empresas:
“1- Sites que compartilham conteúdo.
Sites onde qualquer pessoa pode compartilhar conteúdo com outras pessoas, criando um efeito viral, que é muito eficiente em alguns nichos de mercado, multiplicando a exposição e atenção do conteúdo via Internet. Em outros casos, o conteúdo serve para criação de uma reputação/imagem de seu criador (pessoa ou empresa), como um especialista no assunto.
Exemplos mais conhecidos de sites desse tipo: Delicious, Digg, Reddit.
2- Sites que publicam conteúdo.
Se classificam neste tipo de site Web 2.0:
Blogs que disponibilizam conteúdo, notícias e permitem fazer comentários. Disponibilizam mídias em forma de texto, fotografias, vídeos, música e áudio.
Exemplos: microblogs (como o Twitter); YouTube (compartilhamento de vídeos); Flickr (compartilhamento de fotos).
3- Redes Sociais.
São destinos onde as pessoas interagem entre si, fazendo amizades e se conectando em função de interesses em comum, e geralmente formando comunidades online. Podem disponibilizar email e ferramentas de mensagem instantânea para interação. Podem ser dos tipos: diretórios de uma categoria de usuários, conectar amigos, sistema de recomendação baseados na confiança, ou uma combinação entre eles. Os mais conhecidos por nossas bandas: Orkut, Facebook, LinkedIn.”
Portanto, é necessário que desde já se pense em campanhas publicitárias direcionadas a esse consumidor, bem como produtos interativos que façam uso destes sites colaborativos, que incentivem a participação dessa nova geração no desenvolvimento de produtos e serviços desde cedo e que percebam o poder de influência que os novos consumidores tendem a carregar consigo. Pelo visto, estar um passo à frente já deixou de ser vantagem e virou requisito para sobreviver no mercado.
Grupo:
Alini Miki
Daniel Aguilera
Henrique D. Printes dos Santos
Ivana Kroeger
Luciano Vian
CSOS-6A
Grupo:
Alini Miki
Daniel Aguilera
Henrique D. Printes dos Santos
Ivana Kroeger
Luciano Vian
CSOS-6A

Confira como foi a palestra sobre o tema em tempo real na conta de twitter:
ResponderExcluirhttp://twitter.com/CoberturaACCM
Esta conta foi criada por outro grupo de ACCM, que abordou o tema Brand storytelling, e a empresa Luckso.