quarta-feira, 3 de novembro de 2010

GOOGLE - As coisas como elas são!


Para fechar com chave de ouro as palestras da disciplina de Abordagens Contemporâneas da Comunicação Mercadológica, tivemos o prazer de receber Davi Cosso, ex-aluno da ESPM formado em Publicidade e Propaganda.

Hoje Davi faz parte da seleta equipe Google Brasil, trabalhando como Estrategista de Contas. Lidando diretamente com empresas dos setores financeiro e automotivo, ele é responsável por fazer o planejamento estratégico da publicidade online de seus clientes.

Sua experiência profissional começou em agências como a Talent e a GP7, também na área de planejamento. Participou do Oxygen, grupo focado em inteligência de mercado e tendências, dando suporte ao time criativo da agência.
 GOOGLINESS

Prestes a completar um ano de empresa, Davi comentou que o processo seletivo da Google não é nada simples. Além de diversos pré-requisitos, entre eles boas notas na faculdade, os candidatos à uma vaga na empresa precisam carregar um certo “Googliness”, ou seja, ter a cara da empresa. O mais incrível é que esse conceito não pode ser explicado e muito menos construído, ou você tem ou não tem!

Apesar de parecer bastante subjetivo, o que a Google realmente busca é profissionais que acreditem na filosofia da empresa, e dessa maneira construir uma equipe engajada em todos os projetos da marca. A missão de “organizar toda a informação do mundo e torná-la acessível e útil para todos” também pode parecer impossível, mas não é.

Esse objetivo permeia todos os produtos e serviços que a Google oferece. Entre projetos que começaram do zero ou que adquiriram de outros desenvolvedores, estão o Youtube, o Orkut, Google Chrome, Google Maps, Google Earth, Picasa, Android e por aí vai.



UM MODELO ENGENHOSO DE NEGÓCIO

Como diversificar tanto o negócio e, ao mesmo tempo, manter uma linha estratégica que dê unidade ao empreendimento? No mundo todo, a Google tem um modo específico muito utilizado por engenheiros que serve como bússola para seu crescimento: o modelo 70-20-10.

E o que afinal indica este modelo? Indica um modo específico para dividir o tempo, o esforço e os investimentos da empresa.

Os primeiros 70% devem atender ao Core Business da empresa, o que na Google significa aprimorar cada vez mais sua plataforma de busca e suas soluções para publicidade online – os chamados Ad Words e Ad Sense.

Em seguida, vem os 20% de sua produtividade que deve ser orientada para projetos relacionados ao core business da empresa como é o caso do Gmail e Picasa por exemplo.

E, por fim, os 10% finais que são a cereja do bolo. É aí que estão as grandes descobertas da empresa: é esse tempo que eles têm para buscar inovar cada vez mais. Esse é o grande diferencial da Google: o conceito de inovação não é uma ilusão e nem fica tão distante do dia-a-dia dos escritórios Google. Esta meta faz parte da agenda de cada funcionário, e é a protagonista para o sucesso da marca que há quatro anos é considerada a mais valiosa do mundo. Esta aí também a razão pela qual o Google foi eleito o melhor lugar para se trabalhar.

O QUE O MUNDO GANHA COM O GOOGLE?

Vimos que desde que começou, a marca ganha cada vez mais valor de seus funcionários e clientes, então, como dar o retorno para a sociedade?

A Google procura criar programas socioambientais que contribuam para uma vida mais equilibrada para a sociedade e para os próprios funcionários. Datas como "Bike to Work Day" são levadas a sério por Googlers de todo o mundo. A "Google Serve" entrega benefícios para diferentes comunidades onde a Google está inserida, onde os funcionários tiram um dia de trabalho na empresa para prestarem serviços a sociedade, como ensinar pessoas carentes a utilizarem a tecnologia a seu favor. Com o “Self Power Commuting” a empresa entrega pontos para aqueles funcionários que usam o próprio corpo como força motora para chegar ao trabalho. Os que vão a pé, de bicicleta ou skate, ganham pontos que são revertidos em doações feitas pela empresa em nome de cada funcionário que participa do programa.

São ações como essa que envolvem cada vez mais seus funcionários com a empresa e geram um benefício em troca para a sociedade, seja este direto ou não.

E O QUE O GOOGLE GANHA COM ISSO?

Depois de pensar em tudo isso, vem a grande pergunta: como é que a Google ganha dinheiro para manter toda essa filosofia?

Ao invés do Marketing tradicional, o negócio todo da Google gira em torno do Marketing de Interesse. Eles enxergaram o óbvio: não existe apenas uma maneira de entrar em contato com o seu target. Um consumidor pode chegar à sua marca trilhando diferentes caminhos, e no caso do Google, através de diferentes palavras-chave.

Com os links patrocinados e o Ad Words, é possível colocar uma marca em contato com o seu target em apenas um click. Essa é uma maneira de reagir a uma demanda que vem do próprio consumidor dentro da plataforma de busca. O Google oferece opções para que você responda ao seu público antes de seus concorrentes e com maior visibilidade. A segmentação atingida pelo Google possibilita ações personalizadas por região, idioma, horário e data. Buscando assim tornar a comunicação entre o anunciante e seu alvo cada vez mais eficaz

Existe ainda um outro jeito que a Google encontrou de facilitar a publicidade online e gerar receita a partir dela. Com o Ad Sense, a Google administra uma rede imensa de displays espalhados por sites do mundo todo, e disponibiliza uma maneira mais ativa para que as marcas atinjam seu target.
Para entender melhor as ferramentas da Google, assista esse vídeo – imperdível para publicitários e marketeiros que estão começando sua vida profissional.



Grupo:
Felipe Montuori
Paula Gaia
6E

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