No dia 27 de outubro recebemos o Davi Cosso, estrategista de contas do Google, para dar uma palestra a respeito da empresa.
Dentre outras coisas, Davi nos contou sobre as dificuldades em trabalhar no Google. As coisas são tão difíceis por lá, que muitas vezes o RH pede uma ajudinha dos funcionários (Googlers) para indicarem alguém, já que “um Googler sabe reconhecer outro Googler”. Por essa dificuldade de conseguir profissionais que passem pelas as exigências do Google, a empresa tem a política de presentear seus funcionários com de R$ 5.000,00 para cada contratação efetivada por indicação. Essa bonificação mostra a confiança que a empresa tem em quem trabalha por lá.
O processo de contratação é feito através de várias etapas: a primeira é passar na avaliação do currículo. Nessa etapa, a maior parte dos candidatos é descartada. Em seguida, o futuro Googler recebe uma ligação do RH do Google pedindo toda a documentação acadêmica. Mas não pense que o papo é só em português; o RH já exige que o candidato domine pelo menos o inglês neste primeiro contato com a empresa.
É verdade: alguns dos pré-requisitos para se trabalhar no Google são: ter média igual ou superior a oito na faculdade, ter sido bem classificado no vestibular, além de hobbies e estilos de vida condizentes com a política da empresa.
Passando da entrevista por telefone, o candidato faz entrevistas pessoais com profissionais de diferentes áreas, e cada um deles busca uma característica particular no candidato, que satisfaça as necessidades de todas as áreas. Ao todo, o processo de contratação leva mais ou menos 6 meses. 6 MESES!!!!
O Google, que tem como missão: “Organizar toda a informação do mundo e torná-la acessível e útil para todos”, não para de criar novas ferramentas, programas e recursos, que alinhados à sua missão, suprem todas as necessidades da sociedade. Muitas vezes, os produtos criados são tão revolucionários que nós consumidores nem imaginaríamos ser Possível existir. Esse é um dos tantos diferenciais do Google que, através de uma seleção exigente dos seus funcionários e uma boa organização de seu tempo, é capaz de criar produtos cada vez mais indispensáveis para o ser humano.
Outra coisa que poucas empresas conseguem fazer, mas muitas delas quer é a “política da boa vizinhança” com seus funcionários. O Google tem um modelo bastante particular de trabalho, que não só estimula a manutenção dos produtos já existentes e a obtenção de novos recursos nesses produtos, mas também incentiva seus funcionários a sugerir novos produtos e serviços que, se implantados, podem gerar grandes bonificações a seus criadores.
Ainda como “política da boa vizinhança”, o Google têm uma grande preocupação com o bem-estar de seus funcionários e da sociedade como um todo. Engajado socialmente, a marca busca através de ações sócio-ambientais, levar informação para quem tem pouco ou nenhum recurso e instrução, além de preservar o planeta com ações como o dia da bicicleta e a coleta seletiva do lixo.
Essas açoes são só alguns exemplos de tudo que o Google faz para se engajar social e ambientalmente. Além disso, a marca se preocupa em promover a integração de seus funcionários, através de, por exemplo, o “Bigoday”. É por essas e outras que o Google é este fenômeno e não para de crescer.
Vale destacar que, em 2010, o Google foi eleito a marca mais valiosa do mundo pelo quarto ano consecutivo, e no Brasil, a melhor empresa para se trabalhar - segundo a Great Place To Work.
O Google, além de ser “o” Google, têm também produtos que estão entre os mais usados no nosso dia a dia:
• GoogleMaps: para ninguém se perder por aí. É um serviço de graça, como quase todos da empresa, que você pode fazer rotas para seu destino;

• Gmail: é conhecido, principalmente, pela sua grande capacidade de armazenar emails;
• Orkut: mesmo que você esteja na fase do Facebook, ainda é a rede social mais acessada do Brasil;
• YouTube: você pode publicar e assistir vídeos na internet;
• E outros, como Android e StreetView.
Mas todos esses produtos nós já conhecemos muito bem. A curiosidade, no fim das contas, é: como o Google ganha dinheiro, já que todos esses produtos que ele oferece são de graça?
Com a palestra do David, pudemos identificar uma parcela importante do ganha pão da empresa: Publicidade.
De acordo com o David, a “relevância é a chave para o Google”.
O Anunciante (que quer mostrar anúncios relevantes), o Usuário (que quer ver anúncios relevantes) e o próprio Google (que quer ser relevante para esses outros dois grupos, para que tenham boas experiências e voltem a usar seu sistema) querem ter relevância, cada um da sua maneira.
Por isso, os engenheiros do Google pensaram em um sistema que pudesse agregar a exigência de relevância desses três grupos e chegaram a uma espécie de Leilão Publicitário: toda vez que uma consulta é feita no Google, acontece um leilão por cliques.
E como funciona este leilão (simplificadamente)?
Cada anunciante lança seu preço por clique, que será ordenado do maior preço ao menor. Cada preço deve ser multiplicado pela qualidade do conteúdo oferecida pelo site do anunciante (este conteúdo é avaliado por milhões de usuários, que deixam seus comentários nas paginas e pelas pessoas que trabalham no Google, que procuram características como facilidade de navegação, organização do conteúdo, etc).
Resumindo:
Lance do Anunciante X Qualidade do Conteúdo = Ranking do Anunciante (que irá determinar sua posição na página do Google, na parte dos links patrocinados).
Exemplo 1 – Posição do anunciante no link patrocinado:
* Foto: Filme “Search Advertising with Google”.
Do mesmo jeito é calculado quanto cada anunciante deve pagar por clique.
Exemplo 2 – quanto o anunciante irá pagar por cliques, enfim:
* Foto: Filme “Search Advertising with Google”.
Abaixo, segue video explicativo do leilão do Google.
Anna Carolina Agnelli
Felipe Coutinho
Lívia Blanco









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